Blog Novo

3 de agosto de 2008 |

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Tempo

8 de junho de 2008 |

Um mês ainda não foi suficiente pra me deixar melhor. E eu começo a achar que nem os seis meses vão me permitir ficar melhor, nem um pouquinho.

E eu pensando que todo esse sofrimento seria passageiro e que amigos por perto me fariam sentir melhor, mas acho que tudo não passa de um preenchimento momentâneo. É difícil para mim sair e ver casais, por exemplo. Assim como é doído ter que voltar pra casa sozinha. Tudo é ruim e nada é perfeitamente bacana. Daí eu me pergunto: aonde raios d'água foi que eu errei?! Em que ponto da minha vida eu tomei as decisões erradas?? Ou seria isso tudo uma coisa necessária na minha vida?

...

Tenho saído, conversado bastante, tentado me ocupar. Só que vez ou outra me pego perdida dentro de mim mesma, buscando por algo que eu nem imagino o que seja. Daí eu choro e choro bastante, mas não só pela saudade. É um todo, meio que um acúmulo de coisas tão inexplicáveis e absurdas pra mim.

Já senti vontade de largar tudo aqui e sair correndo atrás dele, já senti vontade de ir lá só pra bater nele, já senti vontade de largar mão desse sofrimento todo e me render ao alívio de um belo de um anti-depressivo.

Mas acho que no fundo eu só preciso me estabilizar de novo.
É o que falta.
É o que eu quero.
Porque essa instabilidade emocional está me matando. E eu ainda quero voltar aqui, nesse blog, pra escrever coisas boas (me recuso a escrever um post depressivo
mais uma vez!).

Logo volto, tá?
Só preciso de um tempinho pra me recompor e pôr as coisas em ordem. Enquanto isso vou trabalhando pra me manter ocupada, terapiando pra ficar melhor e lendo blogs alheios pra matar as saudades.


Beijo, beijo!

O reencontro

24 de maio de 2008 |

E foi assim, em um e-mail qualquer, que comecei a relembrar toda uma fase da minha adolescência (uma das melhores épocas da minha vida, diga-se de passagem). Porque amizade que é amizade foge aos limites do tempo. E independente da distância física e da vida corrida sempre estivemos lá um para o outro.

Nós três, mais de dez anos de amizade e cumplicidade. É até engraçado lembrar de todas as aventuras e trapalhadas de épocas passadas. Porque se antes éramos três "crianças" alternando entre escola e cinema, hoje somos adultos, cada qual com a sua família, correndo contra o tempo pra fazer da vida algo mais que trabalho.

Os olhares trocados durante toda aquela noite nos mostrou que o carinho e o respeito são os mesmos de sempre e que, poxa!, sentimos falta um do outro. As tentativas de conversa privada não vingaram, mas nos conhecemos os suficiente pra saber que palavras são desnecessárias nesses momentos.

Contei como vai a minha vida, ouvi da vida deles e rimos bastante. Também conheci a filhinha de um, revi o filhinho da outra e aproveitei pra conhecer melhor os respectivos de cada um deles. E nada melhor que terminar um feriado assim, com amigos amados (ainda que essa noite tenha me rendido uma gripe do caramba, com garganta doída, tosse, narinas congestionadas e ouvidos entupidos).

O reencontro foi breve, mas, sem dúvida, foi uma das melhores coisas que me aconteceu desde a minha volta.

É bom estar em casa de novo.

Meu aniversário

19 de maio de 2008 |

Tá, a vida não tá fácil... tenho tido dias corridos, incluindo finais de semana, noites mal dormidas, cansaço físico e mental. Mas tenho aproveitado bastante cada coisinha boa que me acontece. Por isso quero contar do meu aniversário.

No dia 15 eu acordei mal, acabada, cansada e não querendo trabalhar. Queria meu marido perto de mim, pra comemorar direito o meu dia especial. Mas ele não estava por aqui. Daí fui trabalhar, meio que forçada (coisa rara de acontecer comigo nesse emprego). Eis que a vida é bela e Deus me ama e eu tive um dos dias mais tranquilos tratando-se da quantidade de serviço a ser feito. Fechei o meu dia corporativo com o saldo positivo de dois bolos (um de prestígio e um de brownie), dois parabéns cantados e parabéns carinhosos por e-mail, telefone e pessoalmente.

No dia seguinte tive a comemoração familiar com lasanha, bolo de chocolate e torta de abacaxi. Também teve cunhadinho novo, crianças para todo lado, presentes de aniversário e jogos de tranca. Foi suuuuper delícia! Adorei! E o melhor de cortarmos bolo nos aniversários da família é a Mel-lindinha querendo ajudar, separando pratinhos e distribuindo bolo entre as pessoas. hehehehe

Enfim. 2.4. Essa era a minha idade meta para a plenitude máxima da vida. Era com 24 que eu me casaria, teria filhoS, estaria formada na faculdade e rica. hahahahahahahaha! Ilusão de criança é tão bom, né? Bom, eu já casei, mas não tenho filhoS, não estou formada e nem rica (ainda que as coisas estejam sendo providenciadas). E o tempo tem passado tão rápido... ainda ontem eu estava fazendo 18 anos, tirando carta e batendo o carro por aí. hahahahahaha

Aos 24 anos minha memória tem tantas recordações que parece que não dá conta de tudo. E apesar de todas as coisas boas, nada me faz querer voltar no tempo. Hoje eu só tenho a agradecer por tudo o que tem me acontecido, desde as coisas boas às coisas ruins. Acho que tudo depende muito do ângulo em quem são observadas (depois de muito ralar e de muito conversar com a minha sra-terapeuta, eu finalmente entendo isso).

Meus planos para os próximos meses são: academia, faculdade e curso de inglês (yeah, baby. meu inglês é um nada perto do inglês das pessoas que trabalham comigo... snif!). Só preciso ver se vou ter tempo para tudo isso, pq tempo é o que eu menos tenho tido. Mas enfim, não custa tentar, néam?

Agora vou dormir que eu tô moooooorta.

;o)